Desde o alvorecer da independência do Brasil, trilhamos um caminho de autoconhecimento, na gênese de um imenso país em regiões de grande biodiversidade. Como, desde a nossa formação e as visões que pensaram a nação, nossa história dialoga com os desafios presentes e futuros?
Curadoria – Pedro Nabuco | Coordenação – Ana Chafir
No dia de abertura, uma sequência de palestras sobre personagens mergulhados na origem da construção de um país de grande biodiversidade. Frei Veloso, o naturalista pioneiro do século XVIII, Von Martius e sua visão abrangente para compreensão da história, José Bonifácio e um projeto inovador para o Brasil na virada da independência.

José Mariano da Conceição Veloso, primo de Tiradentes, teve um percurso exemplar no século 18, das plantas aos livros. Saiu de Minas Gerais e foi seguir a vida religiosa no Rio de Janeiro, ordenando-se franciscano. Seguiu para São Paulo. Lá, reviveu seu interesse por plantas ao conviver com indígenas guaianases. Encarregado de pesquisar a flora fluminense, compôs a obra que o fez entrar para a história. Em Portugal, dirigiu a Tipografia do Arco do Cego, criando uma oficina de artes tipográficas e gravura, com a missão de lançar luzes pela divulgação científica.
Lorelai Kury é doutora em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris). É pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz/FIOCRUZ e professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde, da mesma instituição. É também professora do Departamento de História da UERJ. Sua especialidade é a história das ciências no Brasil e na Europa, nos séculos XVIII e XIX, em particular a história das viagens científicas.

Von Martius, médico e naturalista alemão, veio ao Brasil com a missão austríaca da Imperatriz Leopoldina em 1817. Com o zoólogo Spix, fez uma longa viagem cruzando o Brasil até a amazônia colombiana. Foi o primeiro a divisar os biomas brasileiros. Dedicou-se durante anos a compor a obra monumental Flora Brasiliensis. Considerou o Brasil sua pátria espiritual. Escreveu para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro uma história do Brasil que continha os elementos que compuseram a nossa nacionalidade.
Alda Heizer é graduada em História e mestra em Educação na PUC-Rio e doutora em História da Ciência pelo Instituto de Geociências da UNICAMP. É professora e orientadora nos cursos Biodiversidade em Unidades de Conservação da Escola Nacional de Botânica Tropical e Preservação e Gestão do Patrimônio da Ciência e da Saúde na Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisadora afiliada do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, desenvolve pesquisas sobre exposições nacionais e internacionais, expedições e coleções em museus e jardins botânicos.

José Bonifácio, o patriarca da independência que participou de momentos cruciais de nossa história. Após uma longa jornada de formação, vida e trabalho na Europa, teve papel fundamental na consolidação da nação e no pensamento de um projeto nacional para além da escravidão, com conservação da natureza e liberdade.
José Augusto Pádua é professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de História e Natureza. É presidente da Sociedade latino-americana e caribenha de história ambiental. Entre 2010 e 2015 foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade. Integrou a equipe de criação e é membro do conselho científico do Museu do Amanhã. Como especialista em história e política ambiental, deu cursos e palestras, além de participar de trabalhos de campo em mais de 40 países. Seus temas de pesquisa incluem as dimensões históricas do Antropoceno e a história ambiental comparada do território brasileiro. Publicou vários livros e artigos, entre os quais Land Use: Handbook of the Anthropocene in Latin America (2024).
O humanismo revolucionário de três figuras essenciais, definidoras em nossa formação. A ecologia e o meio ambiente na obra e na vida de André Rebouças, Joaquim Nabuco e Gilberto Freyre – um legado visionário que reverbera até hoje.

André Rebouças, o engenheiro abolicionista que moveu a mobilização social pela emancipação do Brasil da escravatura pensando-a como uma etapa para as reformas sociais, inclusive agrária. Afrodescendente, ele foi pioneiro na criação de áreas de conservação no modelo de Parques Nacionais e do desenvolvimento de ferrovias, em visão modernizadora, a um tempo progressista e liberal.
Hebe Mattos é professora titular na Universidade Federal de Juiz de Fora e na Universidade Federal Fluminense, pesquisadora 1A do CNPq e coordenadora do Laboratório de História Oral e Imagem, rede de pesquisa (LABHOI/UFF/UFJF). Doutora em História pela UFF, com pós-doutorado na Sorbonne Paris IV (2008) e na Universidade de Maryland (1997), foi professora visitante na Universidade Federal de Pernambuco, na Columbia University (Ruth Cardoso Chair, 2013/2014), na Sorbonne-Paris Nord (2022) e na Cátedra de América Latina da Universidade de Toulouse (2025). É autora de livros e artigos sobre história e memória da escravidão no Brasil, entre eles Ao Sul da História (1987/2009), Das Cores do Silêncio (1995/2013), Les Couleurs du Silence (2018), André Rebouças – Cartas da África (org. e posfácio, 2022), André Rebouças: o engenheiro abolicionista – volumes 1 e 2 (org. e posfácio, 2024/2025) e codiretora da série de documentários e plataformas digitais Passados Presentes.

Joaquim Nabuco, o jurista, escritor e político abolicionista que explicou o Brasil do século 19 à luz de seu passado escravocrata, de monopólio do trabalho, da cultura e da terra, autor do libelo O Abolicionismo (1883), onde refletiu sobre a formação do Brasil, propugnou por reformas sociais e denunciou o clientelismo da escravidão como um aviltamento da cidadania e um sopro de destruição.
Albertina Malta é graduada em História pela Universidade Católica de Pernambuco e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco. Analista em Ciência e Tecnologia na Fundação Joaquim Nabuco, exerceu cargos de gestão na FUNDAJ desde 1987, com significativa atuação técnica na área de documentação. A partir de uma abordagem voltada para a memória, a educação e a cultura, tem desenvolvido projetos no âmbito da preservação de acervos documentais, em especial de coleções fotográficas, exposições e publicações. É especialista em conservação e restauração de coleções fotográficas, com cursos realizados no Brasil e no exterior. É autora/organizadora dos livros Alcir Lacerda – fotografias, Lula Cardoso Ayres – fotografias, Benício Whatlwy Dias – fotografias.
Pedro Nabuco é documentarista. Graduado em Direito pela PUC-Rio e pós-graduado em Desenvolvimento Sustentável e Direito Ambiental pela Universidade de Brasília. Trabalhou como coordenador executivo para o Fórum Global durante a Rio 92 – Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Foi curador dos festivais internacionais de cinema ambiental FICA – Goiás e Cine Gaia – no bicentenário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Produziu e dirigiu os documentários Maracatus, Kalunga e Oikos.

Gilberto Freyre, o sociólogo pernambucano que publicou Casa Grande & Senzala em 1933, contrapondo-se a teorias de superioridade racial, e Nordeste: Aspectos da Influência da Cana sobre a Vida e a Paisagem do Nordeste do Brasil, onde debruçou-se sobre a monocultura do açúcar, em ensaio sobre a ecologia social que dialogou com o passado e o futuro do Brasil.
Cibele Barbosa é doutora em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Sorbonne, Paris IV. É pesquisadora titular do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra), da Fundação Joaquim Nabuco. Seu livro Escrita histórica e geopolítica da raça: a recepção de Gilberto Freyre na França ganhou o I Concurso Internacional de Ensaios/Prêmio Gilberto Freyre em 2021, sendo finalista do prêmio Jabuti Acadêmico em 2024.
Educação é base da construção, processo de criação de um pensamento mais consistente, e consciente, sobre nós e nosso país. Por um percurso e uma educação para além do senso comum e do utilitarismo: Margaret Mee e Darcy Ribeiro são as estrelas a iluminar nosso terceiro dia, que será fechado com uma reflexão sobre o Antropoceno.
Lucia Velloso é graduada em Letras, com mestrado em Educação pela FGV/IESA, doutorado em Educação pela UFRJ, pós- doutorado em Educação pela Universidade Complutense de Madri e Universidade Estadual do Ceará. Participou da 1a. Implantação dos CIEPs no Estado do Rio de Janeiro como diretora de uma Escola de Demonstração em São Gonçalo (1984-1985) e diretora de Capacitação do Magistério dos CIEPs na 2a. Implantação no estado do Rio de Janeiro (1992-1994). Diretora administrativo-financeira da Fundação Darcy Ribeiro desde 2018. Professora aposentada do Estado do Rio de Janeiro e professora associada aposentada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Publicou vários artigos em revistas acadêmicas e capítulos de livro sobre educação integral em tempo integral e sobre Darcy Ribeiro, além dos livros que organizou sobre o tema.
Darcy Ribeiro, a um tempo antropólogo, indigenista, educador, escritor e lutador do Brasil. Como interpretar e integrar a visão dos ensinamentos contidos na obra, pensamento e ação do brasileiro Darcy?
Maria Elizabeth Brêa é antropóloga do Arquivo Nacional, mestre em História Política pela UERJ, com pós-graduação em Desenvolvimento Agrícola pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e em Políticas Públicas pela COPPE/UFRJ. Trabalhou no Museu do Índio/Funai de 1978 a 2006, onde compôs a equipe que organizou o Centro de Documentação Etnológica e chefiou os Serviços de Documentação e de Indigenismo e Etnohistória. Foi assessora técnica da Presidência da Fundação Nacional do Índio (2003-2006). É coordenadora da Coordenação de Pesquisa e Difusão do Acervo do Arquivo Nacional e presidente da Comissão de
Avaliação de Arquivos Privados do Conselho Nacional de Arquivos. Diretora técnica da Fundação Darcy Ribeiro, é autora de livros e artigos sobre política indigenista, memória e patrimônio cultural.
Margaret Mee, a ilustradora botânica inglesa de talento e percurso sem igual na Amazônia: a sua visão da natureza, o seu legado e a divulgação social de seus ensinamentos por intermédio da educação.
Sylvia Brautigam foi diretora da Fundação Botânica Margaret Mee, de sua concepção ao fechamento, em 20 anos de atuação (1988 a 2008). Curadora e editora do livro Margaret Mee, de 2006, laureado com o Prêmio Jabuti. Curadora e organizadora de exposições divulgando a vida e obra de Margaret Mee, exibida em instituições de capitais brasileiras como CCBB, MAM, MASP, Centro Cultural dos Correios, Pinacoteca-SP, Museu Nacional, Palácio Itamaraty, Palácio das Artes de Belo Horizonte, Fundação Clóvis Salgado, Museu de Arte da Bahia e Estação Cabo Branco.
Malena Barretto é artista plástica e professora dos cursos de Ilustração Botânica da ENBT/ Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Recebeu a primeira bolsa de Ilustração Botânica da Fundação Botânica Margaret Mee para estudar no Kew Gardens, no Reino Unido, em 1989. Participou de exposições coletivas como Jardim de histórias no Museu do Jardim Botânico, em 2024, e Mestras do Boavista – bromélias de Margaret Mee e Malena Barretto no Espaço Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, em 1999. Seu trabalho foi recentemente publicado no livro Ilustração Botânica – princípios e métodos, 2023. No ano França/Brasil 2005, lançou o livro Malena Barretto – aquarelas e desenhos da flora brasileira, em exposição individual no Parc Floral de Paris no Bois de Vincennes, França.
O Antropoceno, retratado como a entrada em cena do ser humano ao causar impactos na biosfera, atmosfera e no tempo geológico profundo do planeta, tema de muitos livros, debates e controvérsias, em seus aspectos científicos e humanistas em tempos de mudança climática.
Luiz Alberto Oliveira é físico e doutor em Cosmologia. Foi pesquisador do Grupo de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), onde também atuou como professor de História e Filosofia da Ciência. Foi curador geral do Museu do Amanhã do Rio de Janeiro de 2010 a 2020. Pesquisador associado do Programa IDEA da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. Professor, palestrante e consultor de diversas instituições brasileiras e internacionais.
Sobre a inteligência do planeta que insistimos em destruir, os saberes pouco valorizados das etnias que formaram nosso país e as fronteiras em que nos debruçamos hoje. Os palestrantes e projeções deste sábado são capazes de resgatar três palavras que dialogam no plural: natureza, sustentabilidade e futuro.

O livro é a compilação de reflexões geradas por um projeto psicopedagógico idealizado por João Marcos de Almeida e Silva, diretor do Espaço de Educação Ambiental Canto de São Francisco. Motivada pela preocupação com a diminuição de leitores, surgiu a ideia de observar capas de livros como arte, desconsiderando títulos e autores, que acabu evoluindo para um espaço de exploração com alunos em camadas visuais, literárias, ecológicas e éticas. A obra atesta a força da "intuição sensível" como guia do processo criativo e do aprendizado, citando Victor Hugo para reforçar que "a intuição é sobre-humana que é preciso crer nela". O livro registra esse processo de "escavações" e convida o leitor a continuar mobilizando novas ideias.
Baía de Guanabara, o caminho de sobrevivência do sistema frágil e resiliente que abraça a região metropolitana do Rio de Janeiro e que foi acossado pelos impactos da nossa sociedade, em perspectiva para o futuro.
Emanuel Alencar é jornalista pela UFF e mestre em Engenharia Ambiental pela Uerj. É autor dos livros Baía de Guanabara – Descaso e Resistência (2016) e Histórias do mangue da Guanabara (2024). Faz parte da ONG Grupo Ação Ecológica (GAE) e do conselho consultivo do Bosque da Barra. É fundador do movimento Respira, Rio!
A inteligência das plantas, sobre como antecipam futuros e as luzes que o seu estudo lança para a humanidade, debruçada sobre a complexa gestão ecológica do planeta em transformação.
Fabio Scarano é curador do Museu do Amanhã, titular da Cátedra Unesco de Alfabetização em Futuros e professor titular de Ecologia da UFRJ. Engenheiro florestal pela Universidade de Brasília e PhD em Ecologia pela University of St. Andrews, Fabio atuou nos painéis da ONU para o clima (IPCC) e biodiversidade (IPBES) e foi dirigente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, na Conservação Internacional e na Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. É autor de mais de 100 publicações científicas sobre biodiversidade, mudanças climáticas e sustentabilidade. Recebeu dois prêmios Jabuti de Literatura na área de Ciências Naturais.
A Transamazônica vista de cima, em conversa com a projeção de episódio de 26 minutos da série de documentários de Sylvestre Campe, diretor franco-alemão radicado no Brasil, .
Sylvestre Campe é cineasta e diretor de fotografia, dedicado à cinematografia de aventura e natureza. Nascido em Munique em 1966, mora no Brasil há mais de 30 anos. Três vezes vencedor do Emmy Award, reconhecido por seu trabalho em programas de reality shows como a série americana The Amazing Race. Sua juventude foi marcada por viagens de barco ao redor do mundo com a família, experiências que influenciaram sua carreira e amor pela exploração. Formou-se na Rhode Island School of Design e fez seu primeiro longa-metragem aos 22 anos, documentando uma expedição ao Himalaia.
Filma de helicópteros, ultraleves e paramotores, estes últimos ligados aos laços familiares com a Parajet, fabricante de paramotores. Em mais de 120 países, já gravou histórias que misturam aventura, beleza natural e cultura. Seu trabalho abrange filmes, séries e documentários para redes brasileiras e internacionais como Canal OFF, Rede Globo, Discovery Channel, CBS, ARTE France e Germany, ZDF e France 5.
Os povos indígenas retratados por décadas de atuação do fotógrafo e indigenista Renato Soares, com projeção de fotografias e histórias vividas e ouvidas pelo artista que busca retratar a harmonia das sociedades ameríndias brasileiras.
Renato Soares é fotógrafo indigenista. Iniciou sua carreira em 1986, e desde então realiza viagens para retratar as diferentes formas de expressão cultural dos grupos étnicos brasileiros. A identificação com o universo indígena se consolidou nos contatos com tribos em áreas remotas do Amazonas e através da amizade com o sertanista Orlando Villas-Boas. Sua obra fotográfica já figurou em exposições como O Último Kuarup – MASP/2006, na mostra itinerante A Última Viagem de Orlando Villas-Boas, que percorreu 12 capitais brasileiras, e em coletivas internacionais, como no Palais de la découverte, em Paris.
Em 1996 lançou seu primeiro livro, Krahô – os Filhos da Terra, seguido por outros títulos como Pavilhão da Criatividade (1999), Sondagem na alma do povo (2005), em parceria com Maureen Bisilliat, Mar de Minas (2008), Universo Amazônico (2012) e Minas Além das Gerais (2012). Atualmente se dedica ao projeto Ameríndios do Brasil, que busca resgatar nossa cultura ancestral para a construção de um grande acervo etnofotográfico brasileiro.
Maria Cecília Almeida e Silva, Fabio Scarano, Renato Soares, Sylvestre Campe e Emanuel Alencar. Mediação de Isa Pessoa.
Isa Pessoa é editora e jornalista. Formada em Comunicação Social pela UFF, com especialização em Publishing pela Universidade de Stanford, foi repórter de cultura de O Globo, editora internacional da TV Globo, diretora e sócia da Objetiva e da Foz Impressos e Digitais. Publicou cerca de 300 títulos que venderam mais de 5 milhões de exemplares, concebendo e editando coleções com escritores consagrados em todo país, como Luis Fernando Verissimo, João Ubaldo Ribeiro, Ruy Castro, João Cabral de Melo Neto, Nelson Motta, Marcelo Rubens Paiva, entre outros. Curadora de feiras literárias e de exposições audiovisuais, é também coautora de livros com Amyr Klink, Costanza Pascolato e Heloísa Périssé.
ECO LIÇÕES
Maria Cecilia Almeida e Silva
Reitora do Instituto Superior de Educação Pró-Saber
João Marcos de Almeida e Silva
Diretor do Espaço de Educação Ambiental Canto de São Francisco
Pedro Nabuco
Curadoria
Ana Chafir
Coordenação
Fernanda Pinto
Identidade visual
Isa Pessoa
Edição de textos e mediação
Paula Guarabyra e Agrício Matheus
Produção
Maria Chafir
Fotografia still
Roberto Caldas (Garagem Design)
Direção de arte e gestão de mídias sociais
Rodrigo Romano (Romano Design)
Website
Antonio Pedro Almeida e Silva (Fabulive)
Gravação, filmagem e produção técnica

Lorelai Kury é doutora em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris). É pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz / FIOCRUZ e professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde, da mesma instituição. É também professora do Departamento de História da UERJ. Sua especialidade é a história das ciências no Brasil e na Europa, nos séculos XVIII e XIX, em particular a história das viagens científicas.

Alda Heizer é graduada em História e mestra em Educação na PUCRio e doutora em História da Ciência pelo Instituto de Geociências da UNICAMP. É professora e orientadora nos cursos Biodiversidade em Unidades de Conservação da Escola Nacional de Botânica Tropical e Preservação e Gestão do Patrimônio da Ciência e da Saúde na Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisadora afiliada do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, desenvolve pesquisas sobre exposições nacionais e internacionais, expedições e coleções em museus e jardins botânicos.

José Augusto Pádua é professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Laboratório de História e Natureza. É presidente da Sociedade latino-americana e caribenha de história ambiental. Entre 2010 e 2015 foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade. Integrou a equipe de criação e é membro do conselho científico do Museu do Amanhã. Como especialista em história e política ambiental, deu cursos e palestras, além de participar de trabalhos de campo em mais de 40 países. Seus temas de pesquisa incluem as dimensões históricas do Antropoceno e a história ambiental comparada do território brasileiro. Publicou vários livros e artigos, entre os quais Land Use: Handbook of the Anthropocene in Latin America (2024).